sábado, 26 de maio de 2012

Kyara Incrocci!

A especialista em Língua Portuguesa escreve na "Oficina de Ideias".


Comentário da “dateira” Adélia Suzana B Del Sarto: Kyara, adorei seu texto. São palavras muito comuns e utilizadas sem darmos conta da sua origem. adeliasuzana@pocos-net.com.br, telefone (35) 3715.30...
Comentário do “dateiro” José Rovilson, de Poços de Caldas: Saudações, Kyara. Li o seu texto e achei bem interessante. Ele revela como linguagem, língua e contexto sociocultural são indissociáveis. A cada dia a língua se sustenta e se reinventa. É um negócio meio doido...rs Parece seguir uma lógica de "evolução" ou adaptação segundo as necessidades cognitivas, expansivas e expressivas da espécie humana, de acordo com o contexto de vida. Tenho pra mim que, sem deixar de reconhecer o trabalho imensurável que fazem os filólogos, dicionaristas e gramáticos, a língua não cabe nos catálogos, compêndios ou qualquer outro suporte de registro impresso. Justamente porque viva, dinâmica, indomável. Bom, só tenho minhas reservas com a expressão "maus tratos que ela recebe". Segundo Luís Fernando Veríssimo, "A gramática precisa apanhar todos os dias pra saber quem é que manda" (Crônica - "O gigolô das palavras"). Daí que pergunto que se a língua é viva e é mais social que qualquer outra coisa (ou tanto quanto), quem é que pratica "maus tratos" com ela? Se ela não tem dono, ou donos somos todos nós os falantes e usuários dela, quem determina o que seria destratar a língua ou maltratá-la? As ciências da linguagem falam em usos possíveis e adequações necessárias. Esse discurso de um modelo sacratíssimo de língua me preocupa, pois pode gerar mais intolerância e fomentar o já famoso preconceito linguístico. Prova disso foi aquele fogo de palha que gerou o livro do MEC que continha exemplos de uma linguagem mais popular e seus possíveis usos ("Nóis pega o peixe"). O que ficou claro, quando tomei ciência dos pareceres dos estudiosos, pesquisadores e cientistas mais gabaritados que trataram deste episódio, foi o colossal despreparo da mídia de grande veiculação. Nenhum jornalista deu conta do que se tratava especificamente a questão. Simplesmente e, muito provável, de forma preconceituosa, pinçaram um exemplo de atividade num livro didático para a educação de jovens e adultos ( o que já supõe outra perspectiva) para levantar polêmica, dar o que falar (da maneira como manipulam a informação) e virar notícia. E o que aconteceu após o estardalhaço e depois de virar notícia? Nada! Mediocridade midiática pura! Mas é isso, Kyara. Parabéns pelo texto! Um fraterno abraço! - (aprendizdecarpinteiro@hotmail.com).
Comentário de Guilherme Antunes, Poços de Caldas: Seu texto é top, hein!!!!! - (guilhermeantunes@hotmail.com).
Comentário de Leôncio, Poços de Caldas: Muito bom, minha querida professora. - (Cristiano_1234567890@hotmail.com